quinta-feira, 7 de junho de 2012

Minha mente

Ando distante; perdido em devaneios, sonhos e frustrações.
Já não sei mais nada, acho que perdi o caminho e voltar não é mais uma opção.
Sei que distanciar-me não tornará nada mais fácil, mas ao menos me conforta.
Parece uma piada... A vida é uma piada. Uma piada levada às últimas consequências.
Talvez, pode ser que defina. Um grande e vazio "talvez" pode definir. Mas quem aqui busca uma definição quando já não se sabe sequer o que sentir.
Jocoso tempo, arrebata-me! Faz me sentir mais uma vez. Faz me novo.

domingo, 6 de maio de 2012

Ode à cama

E me abraça sem distinção.
Me acolhe a qualquer momento e em seus braços nada mais importa.
Leva me ao nada, ao Japão e à galáxia mais distante que qualquer homem sequer chegou a imaginar existir.
Veste se dos tecidos mais macios e de toque acolhedor.
Perfuma se com a melhor fragrância e me espera todos os dias, a qualquer momento, sem reclamar.
Modificou se de tão modo a me compreender como nem eu mesmo me entendo.
E não adianta resistir, sempre volto pros seus braços, seus abraços.
E quando o Sol nasce e passa a iluminar estes sonhos, chega a hora de partir. A parte mais difícil dos nossos dias.
Fica aquele até logo, assim amargo, recheado de esperança, movido pela certeza que mais cedo ou mais tarde serei todo seu.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Na fila do cinema

Em uma conversa trivial, mas como sempre inspiradora, ela disse:
__ É! Eu vim com um defeitinho!
No momento, achei bárbaro. Uma declaração digna de biografia. 
Passaram se alguns dias e volta e meia estava eu pensando nessa frase. E acredito que só agora, enquanto estas palavras vão se agrupando e de alguma forma fazendo sentido, é que posso me arriscar a dizer que entendo.
Entendo a beleza que há em se dizer que sim, eu tenho defeitos, reconheço-os e assim sendo me vejo de uma forma mais humana. Afinal de contas, quem aqui quer mesmo chegar à perfeição? Colocar-se em um altar e ser admirado, intocado e venerado por tal... 
Pois veja, defeitos acabam por negação nos fazendo mover em direção a algo maior. É tentando corrigir nossos erros e trabalhando estas imperfeições que acabamos seguindo em frente. Sendo, de certa forma, desconsiderável seu êxito ou sua derrota nessa jornada.
E é nessa linha que muitos se perdem, justificando seus erros pelo direito de terem defeitos. Mas não é bem assim que as coisas funcionam. Deveriam lutar pelo direito de errar, independentemente do perdão alcançado ou não. 
E talvez seja esse o grito entalado que muitos carregam por aí. Errei e mesmo que você não me perdoe eu seguirei em frente. Reservo-me o direito de falhar e o dever de encarar as consequências das minhas atitudes, dos meus defeitos.
E não venha anunciar aquilo que não se consolidou. Assumir um erro, assumir um defeito e assumir que mudou de nada valem se não encarar de frente as consequências de seus atos.
Eu vim com vários defeitos, mas tenha certeza que, à medida que os percebo, tento mudar. Às vezes consigo e às vezes não. E se não, eu tento de novo, pois não são saborosos os frutos daquilo que desafortunadamente plantamos. 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A próxima estação

"Gostaria muito de estar com você...". E eu do lado de cá esperando aquele divisor de águas onde a verdade começa. Gostaria muito de estar com você, mas...
Não foi bem o que aconteceu.
Receber-te foi a melhor coisa dos últimos dias. Seus passos calculados, seu olhar cansado desdizendo a imensa vontade de estar junto. O papo no sofá e o longo caminho da sala até o quarto.
E, lá, uma cama vazia, um mar de possibilidades. Um colchão de solteiro pra se espremer todo e com os pés entrelaçados cair nos braços um do outro.
Uma noite pra aquecer o mais gélido dos corações, uma manhã desesperada de quem se excedeu e perdeu até os ponteiros do relógio.
Um breve até logo.
E corro pra cama, ainda sinto seu perfume; eis que me pego desesperado pra entrar no mesmo trem que leva até você.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Ao vivo

Senta-se calmamente, coloca seus fones de ouvido e tenta abafar seus pensamentos com o som ensurdecedor das mais variadas músicas que se possa imaginar. Do brega ao clássico, do popular à mais requintada banda alternativa do momento.
E só assim  consegue respirar, mesmo que por alguns instantes, nesse mundo assustadoramente imenso; nesta pluralidade de pessoas tão iguais. 
Não é que a vida tenha sido injusta ou sem graça, talvez demasiado intensa.
E, de repente, já nem se lembra da escuridão que o assolava. Já pode voltar ao sonho.

domingo, 25 de março de 2012

Um domingo ensolarado

É impressionante como a rotina pode acabar com nossas vidas; como dias seguidos de preocupação e correria podem nos fazer mudar a ponto de não mais nos reconhecermos. Há vezes em que desejo mais horas nos meus dias, há vezes em que o melhor seria não ter levantado da cama.
Mas, então, vem um domingo ensolarado. E você resolve cozinhar, assistir a um bom filme e desfrutar da sua própria companhia. E, subitamente, você percebe como a vida pode ser diferente. Como todo o estresse de uma semana que passou e de outra que há de vir já não podem te atingir.
Aprendi algo nesses dias, você pode se preparar uma semana inteira pra aproveitar o fim de semana. Você pode sair com seus amigos, festejar, conhecer lugares e pessoas inesquecíveis. Mas não há nada como voltar pro ninho e passar mesmo que algumas poucas horas se espreguiçando numa cama quentinha. Preparando-se e juntado forças.
No fundo, eu só queria agradecer pelos melhores dias da minha vida. Eu só queria marcar a eternidade com esse grito de que ainda há esperança. Ainda há tempo pra se sentir pleno.
Obrigado. Gracias. Dankon. Thanks. Danke. Merci. Gratias. Спасибо.


Ao som de I couldn't reach you, Rosie and Me.




"And they can burn down bridges
And buildings and stores
But they won't break our spirit
'cause we do have heart" 




Para baixar o novo álbum, basta clicar na guia Free Downloads! no Facebook da banda.
Recomendo.
http://www.facebook.com/rosieandme

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dor

E quando a dor não te deixa falar
tudo o que resta é pensar
no futuro que poderia ter
nas vezes que escolhi não ver

O amanhã sendo bordado
por uma mão ainda atada
Das flores que havia lhe dado
já não resta mais nada

Apenas um sonho
e aquele respirar
Assim, sem graça, tristonho