quarta-feira, 21 de março de 2012

E agora?

"(...)
Aí, cê pode ter 13 anos pra sempre ou mais
Botar a culpa nos boy ou nos seus pais
Só xingar o sistema ou resolver o problema
Adotar a Lei de Murphy como lema
Mas saiba que culpar a vida, djow
É como o atacante culpar a bola porque não sai gol

(...)"


Nada como umas rimas do grande mestre Emicida para tentar resumir esses pensamentos. Todos temos problemas e não venha querer discutir comigo, meus problemas sempre serão maiores que os seus. Isso mesmo, não estou sendo egoísta muito menos precipitado. O que devo fazer com que se entenda é que não adianta ficarmos nessa briga diária de quem tem mais problemas ou quem tem a vida mais fudida. Volto a repetir: Todos temos problemas. O que nos diferencia é a capacidade de lidar com eles. 
Quem não gostaria de alguém pra compartilhar seus problemas... E, quase todos, temos! O problema é que ou não o reconhecemos ou acabamos por confiar demais na força e boa vontade desse alguém. E o compartilhar acaba sendo um sofrimento pra quem ouve. Existem pessoas que exageram, não querem dividir, querem que o outro resolva seu problema, só que não dá. A única mão que vai te ajudar é essa em frente ao seu antebraço.
Quem tem companheiros na vida, tem tudo. Amigos não são somente pra dividir, mas pra somar. Talvez já tenha passado da hora de levantar a bunda da cadeira e buscar todas essas mudanças que esperamos ansiosamente acontecer. Talvez já tenha passado da hora de parar de despejar seus problemas em cima dos outros e fazer algo que efetivamente vá resolvê-los.
Pense nisso.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Plenitude


E a vida parece estar tão bela que uma parte de mim fica à espreita do primeiro imprevisto. Muitas das vezes, temendo-o.
Mas que bobagem! É certo que a vida desenhará caminhos que não entenderemos, que percorreremos atalhos, ruas e vielas sem saber o destino.
O que nos resta é deixar fluir, extrair o sumo de cada momento e esperar calmamente que o novo venha.
Hoje acordei com um grito dentro do peito. Quero
viver mais cem anos! Quero viver mais cem vezes!
Eu quero...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Apagar

Eu perdi minha borracha. É sério, realmente perdi minha borracha e sem ela tenho andado desde o fim do último semestre. Não que eu não a utilizasse mais, ela sempre fez falta (meus colegas que o digam). Era uma logística sobre-humana neste emprestar e devolver de um mísero objeto de valor tão pequeno.

Até que, na fila do xerox, vi no balcão do mesmo, alguns artigos de papelaria; e lá estava ela... Toda amarela e de baixíssimo custo. Não pestanejei.

Ao dormir pensei muito nessa situação e acabei concluindo que há tempos que perdi minha borracha. E não estou mais falando daquela borracha física, mas da borracha social. Aquela impiedosa que risca de uma vez por todas aquelas pessoas e ou situações que já não servem nem para aprendizado. Aqueles fantasmas que carregamos durante tempos, sem função na sua vida ou com prazo de validade pra lá de estourado.

Estou falando daquelas relações que por mais funcionais que tenham sido, já não existem mais ou que de tão empoeiradas já se tornaram desnecessárias. E não significa que não haja gratidão, porque existe! Existe gratidão e um eterno sentimento de alegria ao relembrar. Mas já não há mais tempo pra viver apenas do antes. Assim como uma casa ou um carro, relações necessitam de ma-nu-ten-ção!

Acho que é só cansaço. Amigo não é só aquele ombro pra se apoiar, aquele com quem se pode contar ou aquele que tem seu ouvido feito de pinico. Amigo é quem compartilha. Inclusive e talvez principalmente os momentos mais felizes da sua vida.

O resto é               !

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Planeta

E da boca saiu um cumprimento sofrido, com aquela voz trêmula e a respiração ofegante. Aos poucos, mais relaxados, conseguiram desenvolver um diálogo meio seco. Sabiam que assim que suas bocas se encontrassem seus mundos corriam o risco de acabar.
Pediu um pouco de água. Já sem lugar resolveu amenizar o clima; retirou de sua bolsa um chocolate e o ofereceu. Adoçaram o mundo antes de explodi-lo.
Dois pensamentos que se cruzam e se lapidam, duas forças que se chocam, mas não se machucam.
Horas, minutos e segundos. A eternidade vivida em alguns momentos. A árdua e deliciosa arte de aproveitar o silêncio.
Saem do transe e pelo ralo também escorre todo o pudor que já existira. Continuam suas rotas, aguardando a próxima colisão.
Um trago, um gole e um adeus.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fragmentos - Parte 11

Passando ao lado de uma mãe com sua filha de aproximadamente seis anos, ouvi o seguinte diálogo:

_ Mamãe, vai me levar pra tomar gotinha hoje?
_Não, filha!-Disse ela ensaiando uma risada.
_Nós vamos ao Banco do Brasil.
E a filha pergunta:
_Mãe, a gente vai sentar num banco com a bandeira do Brasil?

E isso alegrou o meu dia.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Voltar

Um dos verbos mais belos na minha opinião. Há quem diga que voltar é regredir ou que voltar é dar voz ao passado, não concordo. Voltar, pra mim, sempre foi recomeço, reencontro. Voltar, volver...
Lembro-me de cada partida, cada rodoviária, cada vida que se cruzou com a minha por alguns instantes. Todos voltando. Voltando pra suas casas depois de um período distante, voltando pra casa dos pais. Fluindo!
Pensei que não voltaria aqui antes do próximo ano, mas aqui estou. Foi preciso voltar.
Boas vindas às férias!