sábado, 23 de janeiro de 2010

A tal da concessão


Segundo o dicionário Houaiss de Língua Portuguesa,
Concessão - ato ou efeito de conceder

1. consentimento, permissão, transigência.

2 ato ou efeito de ceder algo de sua opinião ou direito a outrem.
Ex.: fizeram c. mútuas e continuam a trabalhar juntos.

3 ato ou efeito de dar ou ceder (algo); outorga, entrega.


Já estavam se tornando constantes os comentários sobre o quão concessivo sou.Sim, desde que me mudei para aquela cidade muito, muito distante a coisa que mais ouvia de meus amigos é o quão concessivo eu havia me tornado.Eu sei o que significa uma concessão, mas nunca conseguia encaixar isto na minha vida.No começo do último ano me mudei pra cidade grande...Aqui minha vida melhorou em vários aspectos mas sempre existe a curva que tenta fazer o trem descarrilhar.E desta vez ou seria mais uma vez?O inimigo morava mais perto do que podia imaginar.A diferença era o grau de parentesco que acreditem piorou muito as coisas.Eu tentei ser o que não sou.O camaleão que existia dentro de mim mudou de cor várias vezes, mas pra certas pessoas o copo sempre está meio vazio.Eu consegui suportar tudo isto por um ano, trezentos e sessenta e cinco dias de concessões, de raiva acumulada e dessa angústia que não passa.Com o início do ano sempre fazemos promessas de que tudo será diferente e que as coisas vão melhorar, mas pra minha infelicidade só pioraram.Foi então que em mais um de meus devaneios eu consegui enxergar.Eu vi o erro, eu vi minha vida passando e me vi sentado esperando as coisas melhorarem e de repente meus cabelos brancos e a face cansada já demonstravam os sinais de uma vida medíocre e infeliz.Isto me aterrorizou.Veio então a explosão, a revolta, a rebeldia, e com elas a esperança mais forte do que nunca e a certeza de que o o primeiro passo precisa ser dado.E veio a consciência de que ainda falta muito e que será preciso correr porque 'quem anda já está parado'.E eu vou correr, correr em meio a veredas, vales e montanhas; eu sinto o vento me abraçando e os caminhos abertos em minha frente eu vejo um mundo novo, eu vejo...

sábado, 12 de dezembro de 2009

É o fim, é o fim!

Hoje eu chorei, quando dei por mim meus olhos estavam marejados, nariz irritado, garganta seca e uma imensa dor no lado esquerdo do meu peito.São motivos tolos, talvez, que com o passar do tempo nem me lembrarei, mas que vivendo no extremo, neste turbilhão de sentimentos, nessa intensidade tudo toma proporções surreais. É chegado o fim do ano, quando a maioria das questões são encerradas, estudo, trabalho e até cenas pessoais; é hora do balanço final é quando percebemos que após trezentos e sessenta e tantos dias continuamos iguais ou piores do que já fomos, medíocres, hipócritas e egoístas.É quando nos reunimos em família para celebrar a desunião de um ano inteirinho, pra sussurrar nos ouvidos alheios os dois quilinhos que fulana ganhou, o vestido espalhafatoso daquela e a miséria do outro.É quando celebramos o ano que virá com a mesma falta de amor e com a mesma ignorância ao significado da palavra coexistir.É quando percebemos que nem um terço dos nossos sonhos, planos ou metas(dê-se o nome que preferir) foram se quer colocados no papel.É quando dizemos: 'Nossa, como o ano passou rápido', e assim ficamos mais velhos, mais insatisfeitos, mais egoístas e amargurados.E mesmo ganhando os quatro mil por mês e tendo uma vida invejável não conseguimos descer do pedestal de madeira podre sobre o qual nos erguemos e estender a mão a outrem e oferecer-lhe mesmo que uma singela palavra de esperança.
Assim, nos fechamos cada vez mais em círculos sociais falhos que a cada dia se aproximam mais de sua cintura.Eu renuncio à esta celebração, aos litros de bebidas e à mesa farta, tudo o que precisamos é de um pouco de atenção, uma confraternização familiar onde conversaríamos e faríamos planos e nos alegraríamos por ter com quem dividir e estar junto após trezentos e sessenta e tantos dias separados!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

De volta!

Muito tempo sem escrever aqui...E não foi por falta de tempo, talvez de inspiração...O ano já está acabando e neste último mês vou ter que viver um ano.Culpa da gripe suína e do adiamento das aulas no começo do semestre.Agora vai ser uma correria louca...Espero estar vivo pra contar o desfecho deste semestre e espero que tenha boa novas.Apesar de não ser um fã de festas de fim de ano, ultimamente elas andam me agradando mais que o normal!E que venham as inúmeras provas a fazer e os inúmeros trabalhos a terminar!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Acasos


"Esta dor que o aflige não deve deixá-lo triste, lembre-se disso. É este o ponto que as pessoas continuam a não compreender... Esta dor é apenas para deixá-lo mais alerta -- porque as pessoas só ficam atentas quando a seta vai fundo no seu coração e as fere. De outra maneira, não despertam. Quando a vida é fácil, confortável, conveniente, quem se preocupa? Quem se dá ao trabalho de ficar alerta? Quando morre um amigo, apresenta-se uma possibilidade. Quando a sua mulher o abandona -- naquelas noites escuras, você sente solidão. Você amou tanto aquela mulher e arriscou tudo por ela e, então, de repente, um dia, ela vai-se embora. Chorando na sua solidão... essas são as ocasiões em que, sabendo aproveitá-las, você poderá tornar-se consciente. A seta está ferindo: então é possível usá-la. A dor não existe para fazê-lo infeliz: ela está aí para torná-lo mais consciente! E quando você se torna consciente, a infelicidade desaparece.


Tempos de grande sofrimento trazem em si, potencialmente, tempos de grande transformação. Para que a transformação aconteça, porém, precisamos ir fundo às raízes da nossa dor, vivenciando a dor exatamente como ela é, sem culpa e sem autopiedade."

Osho Take it Easy, Volume 2 Chapter 12

Diálogos - Parte 1

E no caminho das cigarras(na estrada asfaltada):
-Vou virar uma cambalhota!
-Cê tá louco?
-Sei lá!Me deu uma vontade tão grande.
E conferiram se não passavam carros.

Resultado: Muitas gargalhadas, cotovelos ralados e mais uma história pra contar.

Corte as pontas!

E quando o excesso de cuidado passa a nos incomodar?Começamos a desconfiar de tamanho amor e enxergar, talvez, certas quebras, linhas desconexas.Tantos casos de amor que sufoca.Enquadro o excesso no dos que ferem...Amar, pra mim já não é uma arte.A arte tem níveis de inconsciência que não podemos suspeitar, é livre e expontânea.O engraçado é que estes mesmos adjetivos(livre e expontânea) caracterizam o amor em seu estado natural.Complicado...Sempre terminamos assim.O amor é complicado em todas as suas formas e extensões.E devido à esta imensa particularidade deve ser tratado com extrema atenção caso a caso.O que queria expressar é que o excesso machuca e que ferimentos se curam, mas as cicatrizes não desaparecem.Saber se expressar é de extrema importância nesse jogo em que uma palavra destrói.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Nostalgia

Ler e-mails antigos já não é um hábito tornou-se uma obsessão, talvez por classificá-los como o diário de tempos passados.Ali eu encontro pensamentos de determinada época, histórias e amizades antigas que se perderam por aí!Sonhos que pretendia realizar, problemas hoje resolvidos...ou não...E relembrar tudo isto não tem sido fácil, percebo-me como alguém que só planeja...Um grande arquiteto de obras inacabadas.Será hora de mudar tudo isso?